Prazer, eu sou o Saldanha!

O que falar sobre si mesmo sem parecer um fã incondicional e totalmente parcial de minha pessoa?

Eu me chamo Marcelo, sou de Belo Horizonte, Minas Gerais (é no Brasil) mas moro em Contagem Belo Horizonte, e tenho 36 anos. Na verdade posso ser mais velho que isso, vai depender da data aí no seu relógio. Faça as contas: Ano atual – 1982 = minha idade hoje, com margem de erro de 1 ano. Pensando bem, vou fazer melhor. Eu me chamo Marcelo e tenho exatos 33 anos de vida. Pronto, podemos continuar.

Eu sou um empresário, ou ao menos refiro-me a mim mesmo como tal. Gosto de pensar que sou empresário porque eu não sou um desempregado tentando algo diferente. Faço isso (empreender, digo) desde que larguei meu primeiro estágio depois de 8 meses. Ter meu próprio negócio é um sonho antigo meu, que se tornou mais forte em minha formação técnica no CEFET, e que pus em prática desde então. Estou em meu quarto empreendimento, o de maior duração e de maior sucesso também. Empresariar no Brasil é bem difícil, e tomei muita porrada antes de chegar onde cheguei — que é quase em lugar nenhum de certa forma, porque não sou rico e nem parece que vou ficar em breve.

Eu sou casado, embora minha mãe diria que nem tanto. Só não tenho um papel dizendo isso, o que pra mim é totalmente irrelevante. Tenho um apartamento com minha esposa, o que também é mentira, já que: 1) um juiz de divórcio não a chamaria de esposa; e 2) o apartamento tá todo em nome dela. Mas enfim, sou casado com a Ana Paula e moro com ela, fodam-se os papéis assinados. Não tenho filhos ainda, mas quem sabe depois dessa crise?

Eu gosto de muitas coisas, mas não tenho uma lista ordenada delas e nem creio que isso seria possível, ou mesmo recomendável. Livros, filmes, desenhos e família me vêm à mente. Mas isso me coloca junto de 85% da população mundial, o que não diz muito. Eu sou excêntrico, mas não muito, e por isso gosto de livros mas não necessariamente literatura, gosto de filmes mas não de cinematografia, desenhos mas em especial animes, e família, em especial a minha. Acho que o que eu gosto mesmo é de raciocínio, seja lá qual for ele. Filmes de viagem temporal me deixam eufórico (mesmo os ruins). Gosto de sexo também, mas no momento não estou aceitando propostas além da patroa…

Meus amigos, que são poucos, me dizem que eu sou um nerd. Não sei se concordo, mas não achei ainda um termo entre nerd, geek, freak e doido que se adeque bem a mim. Um pouco de cada um talvez? Tem gente que me acha brilhante, eu por meu lado só me considero coerente. Tem gente que me acha normal, e outros me acham chato, e uns me acham orgulhoso. Eu continuo me achando apenas coerente e continuo não ligando muito pra rótulos. Ache o que quiser quando me conhecer, e sigamos em frente.

I do speak English, quite well I think. Never been abroad, but I wish very much to do so. I can talk relatively well when needed, tough such opportunities are not often available to me. Mostly I read a lot in English, and also write half as much. When forced to, I usually stutter at the begining, but after a short while I do enter my “foreign mode” and all those difficulties seem to dissolve before me. At least until now.

Se te interessa saber, eu fiz uma sequência de escolas bem interessante. Ou pelo menos eu acho que foi interessante. Quando protótipo de gente, eu estudei no meu bairro, pertinho de casa, numa escola que mais tarde descobri ser muito boa, talvez a melhor do bairro, embora só existisse duas ou três. Isso foi antes de toda essa pedagogia politicamente correta de hoje, logo é difícil comparar — pra mim foi muito melhor do o que vejo hoje por aí. Quando criança, estudei no Colégio São Paulo da Cruz, a ovelha negra do Sistema Arquidiocesano de Ensino de BH. Era uma escola forte e puxada (novamente, talvez a melhor da região) embora fosse a piorzinha do sistema. Perdíamos todas as Olimpíadas de Conhecimento, e isso deve ser um sinal. Era uma escola católica, o que não me afetou em quase nada. O importante era que os professores eram bons e recebiam bem (comparado aos outros na região), o que resultou numa formação com boa qualidade. De lá fui pro Cefet-MG, um moedor de cérebros que moldou o resto de minha vida. Fiz Informática Industrial lá, porque na época já sabia o que queria fazer na vida. Tive meu primeiro empreendimento antes de formar, pena que durou só 9 meses (eu era imaturo ainda). Depois de uma experiência tentativa no mercado de trabalho, numa empresa de desenvolvimento de software, achei melhor fazer Computação na UFMG e abrir uma empresa, e fiz as duas coisas juntas. Esse segundo empreendimento durou quase 2 anos, mas o curso continuou. O terceiro empreendimento veio na forma de uma associação com professores doutores da UFMG, mas a crise de 2008 simplesmente aniquilou nossos planos sem chance de recuperação. Formado, entrei para a empresa do Paulo Canarim e juntos temos feito um dança de sucessos e retrocessos que já vai de aproximando de uma década…

E agora não sei mais o que falar de mim. Tem algo em particular que você gostaria de saber?